Em ruínas há três meses, Gráfica Pepê não tem previsão de reforma


Sem reforma há mais de 20 anos, o casarão que abrigava a Gráfica Pepê, e desabou parcialmente em janeiro, continua sem previsão de reforma. Nem mesmo para reparar a fachada em ruínas. O descuido com o patrimônio histórico é uma preocupação que se tornou mais intensa após desastres como os que destruíram o Museu Nacional do Rio de Janeiro e a Igreja Notre Dame de Paris.


A precariedade na conservação dos casarões foi alvo de protesto de cuiabanos na semana em que Cuiabá completou 300 anos. Na ocasião, faixas foram colocadas em frente aos imóveis. Em uma delas, fixada a Gráfica Pepê lia-se “Cuiabá 300 anos. Vítima do descaso, corrupção e total abandono. SOS Centro Histórico”.


O casarão já pertenceu ao governador Generoso Ponce e ao intendente (antigos prefeitos) de Cuiabá, o Tenente Coronel Avelino de Siqueira. Desde 1980 o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).Depois de três meses desde que uma forte de chuva trouxe abaixo a fachada do imóvel, apenas uma placa indicando escoramento e estabilização da construção se mantém em frente ao local.


No enunciado se lê que a ação é uma iniciativa do Iphan, com investimento de R$ 32.938,85 e realização da obra entre os dias 1° de março e 1° de abril.O Hipernotícias esteve no local e foi informado por pessoas que trabalham na região que havia trabalhadores ainda realizando reparos no telhado do casarão. Porém, nem sinal de reforma das paredes desabadas.A Prefeitura de Cuiabá foi procurada e informou que os cuidados do casarão tombado são do Ipham.


Por meio de nota, o Iphan declarou que tem tomado medidas para a conversação do espaço, porém não tem qualquer projeto para recuperação do local. Segundo o órgão, a parte de reforma cabe aos proprietários.


“O Iphan tem acompanhado a situação do bem, inclusive por meio de uma rotina de fiscalizações realizada cotidianamente pela instituição em todo o conjunto protegido”, informou.



O Instituto relata que, antes mesmo de ocorrer o desabamento, os donos tinham sido notificados sobre o grave risco da construção ruir.“Na ocasião, os proprietários apresentaram uma defesa, alegando que seria verificado entre os herdeiros sobre a recuperação do imóvel.


Desde o momento do desabamento, o Iphan vem dando todo o apoio necessário e as orientações para as ações emergenciais junto ao bem”, informa. Confira notaEm janeiro deste ano, ocorreu o desabamento de grande parte de um imóvel da Rua Sete de Setembro, em Cuiabá (MT).


Conhecido como Gráfica Pepe, o imóvel é de propriedade particular e integra o Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico de Cuiabá, tombado pelo Iphan desde 1993. Por essa razão, o Iphan tem acompanhado a situação do bem, inclusive por meio de uma rotina de fiscalizações realizada cotidianamente pela instituição em todo o conjunto protegido.


No ano passado, os proprietários foram autuados pela instituição, devido ao grave estado de deterioração do bem e a constatação de diversas avarias em sua estrutura. Na ocasião, os proprietários apresentaram uma defesa, alegando que seria verificado entre os herdeiros sobre a recuperação do imóvel.


Desde o momento do desabamento, o Iphan vem dando todo o apoio necessário e as orientações para as ações emergenciais junto ao bem. Todavia, é importante destacar que o tombamento federal é um instrumento que reconhece um bem como Patrimônio Cultural Brasileiro, ou seja, é um reconhecimento do Estado de que este bem tem relevância nacional.


Contudo, a responsabilidade por sua conservação, uso e gestão continua sendo dos proprietários. Isso vale para qualquer bem tombado, seja de uso público ou privado. O tombamento também não interfere nas competências institucionais de outras esferas, como as Prefeituras, Governos Estaduais e outras áreas do Governo Federal. Nesse caso, portanto, da parte do Iphan, não há previsão de novas intervenções no local.




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