“Mata Grossa”: mural grafitado anuncia documentário sobre mulheres de MT


Filme dá visibilidade a 13 mulheres pouco conhecidas, mas que contribuíram muito com a história de Mato Grosso

Quem passa pela Avenida Fernando Corrêa consegue perceber um grande mural grafitado na fachada do prédio do Instituto de Educação (UFMT), que exibe 13 mulheres mato-grossenses, numa releitura do quadro A Última Ceia, de Leonardo da Vinci.


A obra da artista carioca Panmela Castro, conhecida como a rainha do grafite brasileiro, foi criada para divulgar o documentário Mata Grossa, uma produção de Amauri Tangará e da produtora Tati Mendes, que estreia na direção, a seu lado.


O filme da Cia D´Artes do Brasil foi idealizado com intuito de dar visibilidade a estas personalidades femininas tão marcantes, mas que ainda são pouco celebradas pela história mato-grossense.


“Todas elas, à sua maneira, foram e têm sido fundamentais para a construção de uma sociedade mais equilibrada, o que torna Mato Grosso muito mais interessante e justo. Suas atuações são tão profícuas e reveladoras, que merecem até a provocação da mudança do nome do Estado”, diz Tati. Tanto o mural quanto o documentário ganharam o título de “Mata Grossa”.


“É a história de 13 mulheres de garra, guerreiras. Cada qual na sua área, são referência para tantas outras e também representantes de inúmeras, que tanto fizeram e fazem pelo desenvolvimento do Estado, mas que não tiveram ainda o reconhecimento devido”.


Segundo Tati, algumas são históricas, como Tereza de Benguela, Maria Taquara e Doninha do Tanque Novo, cujas histórias são lembradas por Nemézia Profeta, Ana Maria Lopes e Norma Campos, respectivamente.




Outras são ainda praticamente desconhecidas do grande público, como a benzedeira Vó Francisca ou a recicladora Chica Doce, a dançarina do chorado Astrogilda França ou ainda a ex-freira e professora Judite Gonçalves; a líder Gonçalina Almeida, do Quilombo Mata Cavalo, a mestra Lurdes Jorge, a professora e monarquista trans Astrid Bodstein, a mestra bakairi Darlene Taukane, a diretora da Rede de Sementes do Xingu Cláudia Araújoe, ainda, a cantora e ativista Ana Rafaela.



O filme está em fase final de montagem e já tem lugar nobre, como a primeira tela de exibição. Será no canal CineBrasilTV, que veicula apenas filmes brasileiros.


Para produzir o documentário, Tati conta que a equipe percorreu mais de 6 mil km para ir ao encontro de todas elas, passando por Poconé, Livramento, Cuiabá, Chapada, São Félix do Araguaia, Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade e a Aldeia Bakairi, em Paranatinga.


O telefilme documental foi premiado no edital de Arranjos Regionais, lançado com recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), por meio da Ancine e, ainda, com incentivo da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso.




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Neila Barreto

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