Educação financeira

Negociar ainda é o melhor caminho em tempos de dificuldade financeira

Início de ano, brasileiros mais otimistas com a economia do país, mas talvez para você, o ano não começou financeiramente tão bom assim… perdeu o emprego ou está trabalhando e o recebimento do salário atrasou, o dinheiro que estava aguardando chegar não chegou, mas o dia do vencimento de suas contas está aproximando ou já chegou e você começou a perder o sono tentando encontrar uma forma de resolver esse problema. Assim, é momento de usar do conhecimento de educação financeira seja para não ficar inadimplente, seja para não ficar devendo um valor muito maior do que já é devido.


O primeiro passo para se organizar é colocar no papel exatamente tudo o que tem a pagar, com suas respectivas datas de vencimento. Isso dará uma visão real de quanto precisa para quitar essas dívidas, bem como do prazo que tem para conseguir esse recurso financeiro. Vencida essa primeira fase é preciso verificar se vale a pena gastar o dinheiro da poupança, usar o limite do cheque especial, tirar o dinheiro aplicado em algum investimento, sacar dinheiro do cartão de crédito ou fazer um empréstimo.


Nesse contexto, vale ressaltar uma regra de ouro da educação financeira: quanto mais fácil um crédito, mais caro ele é. Assim, fuja imediatamente daqueles créditos oferecidos sem consulta nos bancos de dados de proteção ao crédito, que você contrata por telefone e whatsApp, sem analisar as regras contratuais com antecedência e em 5 minutos estaria na sua conta bancária. Da mesma forma, créditos pré-aprovados advindos de cheque especial, valores que já estão na sua conta e de cartão de crédito disponível são os juros mais altos do mercado devem ser descartados ou, se possível, nunca utilizados.


Caso a alternativa seja fazer um empréstimo é importante observar a taxa de juros, as tarifas cobradas pela instituição financeira e se existe seguro embutido ou não, visto que todo seguro para empréstimo de dinheiro tem que ser opcional e não obrigatório. O crédito consignado é sempre mais barato, em razão de os bancos terem a garantia do pagamento, pois são valores descontados direto da sua folha de pagamento, assim, são os mais indicados para quem tem margem suficiente para o valor que precisa emprestar.


Ao contrário do que muitos fazem, as dívidas de maior valor devem ser priorizadas, visto que por serem valores altos, os juros pela demora no pagamento serão maiores. Dívidas referentes ao limite do cheque especial e cartão de crédito devem também ter prioridades de pagamento, pois, em pouco tempo transformam-se em valores impagáveis acarretando a famosa bola de neve. Importante saber que os bancos são obrigados a ter proposta de parcelamento tanto da dívida de cheque especial como do cartão de crédito que são sempre mais baratos que simplesmente deixar de pagar, aguardando quando tiver dinheiro. Avalie cada caso para poder tomar a decisão certa.


Enfim, negociar ainda é o melhor caminho, em tempos de dificuldade financeira, e a partir de agora saiba que quanto mais organizado você estiver com suas finanças, menores serão as chances de tornar-se um superendividado. Pense nisso.


GISELA SIMONA VIANA DE SOUZA é advogada, especialista em Direito do Consumidor, ex-superintendente do Procon-MT, atual conciliadora de Defesa do Consumidor do Procon-MT e 1a suplente de deputada federal pelo PROS-MT.

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